Descubra por que ações pontuais falham em reduzir afastamentos e saiba como estruturar programas de Saúde Mental para proteger sua equipe o ano todo.
Vamos ser sinceros: janeiro chega e a pressão sobre o RH aumenta instantaneamente.
Com a campanha do Janeiro Branco 2026, espera-se que você tenha um plano pronto. A saída mais comum? Decorar o escritório com balões brancos, distribuir fitinhas e contratar uma palestra motivacional de uma hora.
O problema é que, ano após ano, as campanhas acontecem, mas os índices de burnout e afastamentos continuam subindo.
Palestras geram um pico momentâneo de ânimo: uma dose rápida de dopamina. Mas elas não alteram a estrutura de estresse que adoece os times.
Se queremos resultados diferentes este ano, precisamos mudar a abordagem. A solução real não é um evento pontual, é o que chamamos de estruturação de programas de Saúde Mental.
Quer entender onde mora o erro das estratégias tradicionais e como aplicar essa nova visão na prática? Continue a leitura.
Leia também: Saúde mental no trabalho: benefícios que fazem a diferença
Por que a palestra motivacional pode não ser suficiente no combate ao Burnout
O Burnout não acontece do dia para a noite. Ele é silencioso e acumulativo.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o Burnout como um fenômeno ocupacional crônico. Ou seja, ele nasce em locais de trabalho em que o estresse não foram gerenciado de forma satisfatória.
Mas antes de falarmos sobre gestão, precisamos falar sobre legislação.
A atualização da NR-1 mudou o jogo. Agora, o gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO) exige que as empresas identifiquem e controlem os riscos psicossociais — ou seja, fatores de estresse que levam ao adoecimento mental.
Isso significa que o Burnout deixou de ser apenas um problema de “clima organizacional” para se tornar um passivo trabalhista e legal. E o cenário é crítico.
Segundo dados recentes do Ministério da Previdência Social, os afastamentos por transtornos mentais dobraram em dez anos, chegando a 440 mil casos anuais. Ansiedade e depressão já estão entre os maiores vilões da produtividade brasileira.
Para o RH, isso não é apenas estatística. É a vivência diária de times operando no limite. Para evitar que essa realidade se instale, é fundamental identificar os sinais que precedem o colapso.
Quais são os 3 pilares da Síndrome de Burnout?
A síndrome se manifesta através de três dimensões principais:
- exaustão emocional extrema (sentimento de esgotamento);
- despersonalização (cinismo ou distanciamento mental do trabalho);
- baixa realização pessoal (sensação de ineficácia profissional).
Uma palestra de 60 minutos não cumpre os requisitos da NR-1, não trata esses três pilares e certamente não freia a curva de afastamentos. Ela funciona como um “band-aid”: cobre a ferida, mas não cura o agente causador.
Depois de uma ação pontual, a carga de trabalho excessiva continua lá. A falta de segurança psicológica permanece. Se a cultura não mudar, a falta de motivação vira frustração rapidamente.
Uma pesquisa do Instituto Ipsos revelou que a saúde mental é o principal problema de saúde do país, de acordo com 52% dos brasileiros.
Precisamos focar na prevenção real da síndrome de Burnout, considerando a causa raiz: a estrutura de trabalho.
Janeiro Branco: O momento para estruturar programas de Saúde Mental
Não encare este mês como o momento de “resolver” todos os problemas de saúde mental da empresa. Isso é impossível.
Use o Janeiro Branco para o que ele realmente serve: planejamento e conscientização estratégica.
Em vez de apenas ações pontuais, as melhores ações de Janeiro Branco para o RH são aquelas que implementam processos de longo prazo.
É o momento de analisar o cenário de forma estratégica. Quais são os problemas de saúde mental que a empresa enfrenta hoje, quais são os cuidados psicológicos que a organização oferece e qual é o melhor plano de ação para mitigar riscos?
A empresa deve oferecer ferramentas constantes onde o colaborador possa buscar ajuda antes de adoecer, e não apenas quando o atestado médico chega.
Abraçar essa mudança significa mostrar ao seu colaborador que o cuidado está disponível o ano todo, incorporado aos benefícios e à rotina da empresa.
Como construir uma rede de apoio constante (além do RH)
Um erro comum nas empresas é transformar o RH no psicólogo oficial da equipe. Isso é perigoso para o colaborador e exaustivo para você.
O RH deve ser o facilitador do cuidado, não o executor.
Para garantir a saúde mental nas empresas, é essencial terceirizar o suporte especializado. Isso garante três pontos fundamentais:
- Anonimato: O colaborador se sente mais seguro para falar com um profissional externo.
- Especialização: Psicólogos e assistentes sociais têm as ferramentas técnicas para lidar com crises.
- Monitoramento: Dados agregados ajudam a empresa a entender o clima sem expor indivíduos.

Isso inclui olhar para a saúde de forma integral. Muitas vezes esquecemos, mas o corpo é o motor da mente. Até uma rotina alimentar desequilibrada pode aumentar a fadiga e a irritabilidade, alimentando o ciclo do estresse.
Por isso, entender arelação entre saúde mental e alimentação deve fazer parte dessa nova estrutura de cuidado.
O papel dos benefícios flexíveis na prevenção
A autonomia é um antídoto poderoso contra o estresse. Quando a empresa adota benefícios flexíveis, ela empodera o funcionário. Ele pode usar seu saldo para pagar a academia, fazer uma aula de ioga, comprar livros ou custear sessões de terapia.
Essa liberdade permite que cada um cuide da sua saúde da maneira que faz mais sentido para sua realidade.
Eva Cuidar: A ferramenta certa para a estratégia de Saúde Mental
Se a sua meta para 2026 é sair do discurso e ir para a prática, você precisa conhecer o Eva Cuidar.
O Eva Cuidar é a materialização do conceito de estruturação da Saúde Mental. Ele vai muito além de um benefício comum; é uma rede de amparo completa para o seu time.
Com ele, sua empresa oferece:
- Apoio Psicológico: Atendimento especializado em psicoterapia para tratar ansiedade, estresse e prevenção ao Burnout.
- Orientação Nutricional: Porque saúde mental e física caminham juntas.
- Cuidado com o corpo e a mente: Acesso à rede de academias e a apps de meditação e yoga mostram que corpo e mente estão conectados.
- Teleconsultas médicas: Para oferecer agilidade e conforto para seus colaboradores.
Ao implementar o Eva Cuidar, você desonera o RH de atendimentos complexos e reduz o uso (e o custo) do plano de saúde convencional com internações que poderiam ter sido prevenidas.
Conclusão
Quando a empresa falha em oferecer uma estrutura de saúde mental, o resultado inevitável é a perda de talentos.
Por outro lado, funcionários saudáveis e satisfeitos tendem a permanecer mais tempo na empresa.
Ao investir em uma cultura de bem-estar real, você constrói um ambiente de retenção, reduzindo os custos altíssimos associados à rotatividade de pessoal.
Se você sente que está perdendo bons profissionais e quer estancar essa ferida na sua operação, o próximo passo é entender a fundo as causas e as soluções para a rotatividade.
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Dúvidas frequentes
O que é Janeiro Branco saúde mental?
É uma campanha brasileira criada para chamar a atenção para a saúde mental e emocional. O objetivo é colocar o tema em pauta, incentivando as pessoas e as instituições a pensarem sobre o sentido da vida, a qualidade dos relacionamentos e o equilíbrio emocional.
Quais são os 3 pilares da Síndrome de Burnout?
Segundo a psicologia ocupacional, o Burnout se sustenta em três dimensões:
1) Exaustão emocional (esgotamento extremo);
2) Despersonalização (cinismo e distanciamento do trabalho);
3) Baixa realização pessoal (sensação de incompetência).
Qual profissão tem mais burnout no Brasil?
Profissionais da saúde (médicos e enfermeiros), professores, policiais e bancários lideram os rankings. No entanto, qualquer profissão com alta pressão por metas e baixo controle sobre a rotina está em risco elevado.