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Employee experience: transforme sua empresa

Não é nenhuma novidade que o sucesso de uma empresa não é graças a apenas um único fator, mas sim da combinação de todos os ingredientes que a compõem: o propósito, qualidade do serviço e atendimento, prazos, metas, planejamento, boa administração e uma ótima equipe, com um bom clima organizacional.

Mas afinal, o que significa ter uma “ótima equipe”? Profissionais com experiência no mercado? Pessoas com exímio conhecimento técnico? Alta produtividade e engajamento?
Bom, podemos afirmar que sim, mas estes fatores não devem ser encarados como exigências, e sim como um caminho a ser construído em parceria entre empresa e funcionários. É aí que entra a Employee Experience

O que é Employee Experience?

Em The Employee Experience Index, um estudo global realizado em conjunto entre IBM Smarter Workforce Institute e Workhuman, Employee Experience é definida como “um conjunto de percepções que o empregado tem de suas experiências no trabalho, em resposta às suas interações com a empresa.”

Isso reforça a ideia que Employee Experience é uma forma positiva, poderosa e — acima de tudo — humanizada de incentivar os colaboradores. Ela faz com que eles sejam capazes de investir em si mesmos dentro do ambiente de trabalho.

A Evolução da Employee Experience

Há alguns anos, o termo Employee Experience era algo completamente diferente, como define o autor e pesquisador Jacob Morgan. Podemos dividir a idade contemporânea em quatro eras para o cenário organizacional, e o início deste conceito se deu na Era da Utilidade, período batizado assim pelo o autor best-seller.

Nessa fase, a relação entre empresa e empregado era a mais simples: algumas ferramentas e recursos eram disponibilizados para a realização do trabalho e ponto. Em seguida, na Era da Produtividade, a realização de tarefas relacionadas ao tempo gasto para exercê-las foi o principal KPI de produtividade por funcionário.

Em ambos momentos não haviam respostas para as necessidades e expectativas dos colaboradores. Desta forma, a empresa jamais seria capaz de se tornar um lugar em que seus funcionários pudessem se sentir genuinamente pertencentes a ele.  

Isso muda com a  Era do Engajamento, quando o RH percebeu que deveria dar mais atenção aos valores da empresa, em vez de meramente seguir os objetivos. Assim, o foco passou a ser, também, em compreender as expectativas e visão dos funcionários sobre a empresa.

Apesar das pesquisas de clima e satisfação ajudarem os colaboradores a se sentirem pertencentes à organização, com o passar do tempo isso foi percebido como pequenas doses de adrenalina, que não surtiam efeitos a longo prazo.

São 4 as eras da Employee Experience: utilidade, produtividade, engajamento e experiência

Já a Era da Employee Experience vai um pouco mais além do engajamento, ela mira nos componentes que fomentam um bom ambiente de trabalho e sucesso a longo prazo. Isso ajuda os gestores e líderes a criarem experiências positivas para os colaboradores. Essa mudança também mostra como as lideranças podem tornar o trabalho em algo mais relacional do que transacional.

Os benefícios de uma boa Employee Experience

As melhorias que a Employee Experience promove no ambiente de trabalho são muitas, mas podemos dividi-las em cinco principais categorias:

São 5 as vantagens de implementar a employee experience: gerar pertencimento, propósito, realização, felicidade e vigor


Ao se adquirir a percepção destas dimensões para a empresa, as melhorias são drásticas:

Como criar a Employee Experience ideal?

Existem dois fatores importantíssimos na criação de um projeto de melhoria na Employee Experience: liderança e práticas de workplace. Juntos eles irão promover ferramentas e insights para criar experiências mais marcantes e positivas aos colaboradores.

Entenda as pessoas

Mas planejar e projetar a Employee Experience não é algo feito somente pela empresa. Como dito anteriormente, é um trabalho mútuo entre a organização e seus colaboradores.

O primeiro passo para tal é justamente envolver as pessoas que trabalham na empresa: obter o máximo de informações e entendimento sobre suas personalidades e anseios. Em outras palavras, conhecer de fato cada indivíduo da empresa.

A criação da Employee Experience é um processo humanizado, que pode variar de pessoa para pessoa, baseado em suas emoções, atitudes e percepções. Portanto, é um processo longo, demorado e que requer práticas transformadoras nas lideranças. Para a efetividade, os gestores devem se conectar com os subordinados em um nível humano e individual. 

Dois círculos se atravessando, criando uma imagem ao centro. O da esquerda representa o

Valorize as pessoas

Hoje em dia os colaboradores já esperam um ambiente de trabalho que pratique o reconhecimento de suas qualidades. De forma natural, podemos notar três pontos em comum referentes a essas expectativas: ambiente, trabalho e pessoa.

  • Ambiente – refere-se à expectativa de que a empresa será responsável e irá atuar com integridade ao lidar com seus stakeholders, incluindo os colaboradores. Isso inclui relações de trabalho mais colaborativas entre gestor e subordinado, pesquisas de clima e opinião e ações de ativação, por exemplo.
  • Trabalho – ou mais especificamente, Trabalho significativo –  é sobre assegurar que as habilidades e conhecimentos dos colaboradores estejam sendo aproveitadas ao máximo, sempre as relacionando com os valores da empresa. Este, inclusive, é o aspecto de maior impacto nas experiências dos colaboradores no ambiente de trabalho.
  • Pessoa – se refere ao empoderamento e oportunidades de dar voz aos colaboradores. Isso torna mais enfático ao dar tempo e possibilidade para recarregarem as energias enquanto realizam tarefas não diretamente ligadas às práticas do trabalho (participação de congressos, por exemplo), e também na flexibilidade em deixar o próprio colaborador decidir qual é a melhor maneira de fazer o trabalho. Além disso, transmitir que as sugestões dos colaboradores foram ouvidas também é um fator que aumenta, e muito, a qualidade da Employee Experience.

Analise o ambiente de trabalho

Entregar uma experiência mais positiva para os colaboradores só é possível a partir de análises e diagnósticos: ouvindo as vozes dos colaboradores com frequência, através de metodologias comprovadamente eficazes, como pesquisas de eNPS ou de pulso.

Isso deve ser continuado através da identificação de práticas da cultura da empresa, que devem ser construídas e aprimoradas constantemente. Geralmente, a relação salarial e de benefícios são questões que aparecem nesse tipo de pesquisa.

Mão na massa

Agora que você já sabe o básico deste conceito, vamos ver os primeiros passos para o desenvolvimento de uma Employee Experience.

  • Permitir que gestores projetem experiências consistentes em relação aos valores da empresa;
  • Assegurar que as ações da empresa intensifiquem seus valores e norteiam o ambiente como produtivo, solidário e colaborativo.;
  • Ajude o colaborador a compreender a importância de seu trabalho e como ele contribui com os objetivos da empresa;
  • Tratar a gestão e análise de desempenho como uma conversa contínua, reforçando com reconhecimento social, feedbacks one-on-one e growth hacking;
  • Tornar possível a participação dos colaboradores em tomadas de decisão e confiar em suas jornadas pelo caminho do sucesso.

Enxergar os seus colaboradores através das lentes da Employee Experience é uma forma dos líderes e diretores inspirarem e dar energia às suas forças de trabalho, criando alta performance e um ótimo bem-estar interno.

E você? Já passou por alguma experiência marcante no trabalho? Conta pra gente nos comentários abaixo.

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