Planejamento financeiro e salário: dicas para promover campanhas de educação financeira

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A imagem mostra duas mulheres em um ambiente de trabalho, sentadas ou inclinadas sobre uma mesa, analisando algo em um smartphone.

Você já notou aquele colaborador talentoso que, de repente, parece distante, ansioso ou com a produtividade abaixo da média?

A origem dessa queda de desempenho pode não estar na gestão, nas tarefas ou no clima organizacional. O problema real é um boleto vencido que ele não tem como pagar.

Um profissional focado na própria sobrevivência financeira não consegue concentrar energia em metas, inovação ou crescimento.

Neste cenário, o papel do RH é central. Não basta apenas garantir o pagamento pontual no quinto dia útil. É preciso oferecer ferramentas para que o planejamento financeiro do salário funcione na prática.

Que tal entender como criar campanhas internas de educação financeira e contribuir para esse planejamento?

Por que a empresa deve se preocupar com o bolso do colaborador?

Pode parecer que a vida financeira do funcionário é um assunto estritamente privado. No entanto, os dados mostram que esse problema pessoal transborda para a rotina corporativa e pode afetar até a saúde mental das equipes.

A justificativa para a intervenção do RH está nos números. Um levantamento do UOL em 2025 revelou que 54% das pessoas não chegam ao fim do mês com o salário.

Isso indica que, estatisticamente, mais da metade da força de trabalho no Brasil opera no vermelho.

O conceito de Financial Wellness (Bem-estar Financeiro) explica o impacto dessa má gestão financeira. Quando esse pilar falha, surge o presenteísmo: o colaborador ocupa a cadeira no escritório, mas a mente está presa aos juros do cheque especial.

A imagem mostra um close nas mãos de uma pessoa trabalhando sobre uma mesa, realizando cálculos e organizando materiais.

Qual é o impacto da educação financeira para os funcionários? 

Problemas financeiros afetam a saúde mental de 66% dos trabalhadores, gerando estresse, ansiedade e insônia.

São funcionários que não dormem bem, sentem vergonha da própria situação financeira e se sentem ansiosos diante das contas vencidas.

Por isso, quando uma empresa decide oferecer educação financeira para os seus times, essa postura impacta diretamente na saúde mental, no bem-estar e na produtividade do negócio.

Essa melhora na saúde mental se traduz em maior foco, redução de afastamentos médicos por transtornos mentais e diminuição da rotatividade (turnover), já que eles valorizam a organização que oferece suporte integral.

Para o RH, promover essa educação financeira é uma estratégia clara de retenção e performance.

Mão na massa: Como criar uma campanha de conscientização

O RH não precisa carregar essa responsabilidade sozinho e nem tentar adivinhar quais são as dificuldades que os colaboradores enfrentam com suas finanças. Para que a iniciativa tenha adesão real, siga este roteiro:

Passo 1: O Diagnóstico 

Antes de propor soluções, entenda a dor. Envie uma pesquisa de clima específica sobre saúde financeira, garantindo 100% de anonimato. Pergunte:

  • “Você consegue poupar parte do salário?”
  • “Você possui dívidas que tiram seu sono?”
  • “Qual tema você gostaria de aprender: sair das dívidas ou começar a investir?” Os dados dessa pesquisa serão o argumento que você precisa para conseguir orçamento com a diretoria.

Passo 2: Monte o “Comitê do Bolso” 

Traga aliados internos. O RH cuida das pessoas, mas quem entende de números é o setor Financeiro e quem entende de comunicação é o Marketing.

  • Envolva o Financeiro da empresa: Convide o CFO ou analistas seniores para conversas técnicas e diretas sobre organização de planilhas e renegociação de dívidas.
  • Parceria com o Marketing: Desenvolva campanhas de comunicação interna, com orientações de economia doméstica.

Passo 3: Defina o Calendário de Ações 

Não faça um evento único. A educação financeira é um processo. Estruture um cronograma anual:

  • Janeiro/Fevereiro: Foco em organização do orçamento anual e IPVA/IPTU.
  • Maio/Junho: Plantão de dúvidas para o Imposto de Renda.
  • Novembro: Preparação para usar o 13º salário com inteligência (pagar dívidas x compras de Natal).
  • Semana da Saúde Financeira: Organize um evento anual com especialistas de mercado (bancos e corretoras costumam ceder palestrantes) focados em educação e planejamento financeiro, assim como rodadas de negociação de dívidas.

Passo 4: Disponibilize Canais de Ajuda 

A palestra acaba, mas a dúvida permanece. Crie um repositório na intranet com planilhas modelos, indicativos de livros e canais de contato de corretoras ou bancos parceiros que ofereçam taxas menores para funcionários da empresa. O colaborador precisa saber onde encontrar a informação quando a crise apertar.

Leia também: Guia completo sobre reembolso de despesas: aprenda como solicitar e garantir o direito

Passo 5: Integre com o Apoio Psicológico 

Dívidas geram vergonha, insônia e crises de ansiedade. Muitas vezes, o colaborador sabe a matemática (gastar menos do que ganha), mas está paralisado emocionalmente. 

Garanta que sua campanha deixe claro que os canais de saúde mental da empresa (psicólogos, programas de auxílio psicológico ou benefícios de terapia) estão disponíveis para acolher quem está sofrendo com a pressão financeira, de forma sigilosa e sem julgamentos. O suporte emocional deve ser parte do cronograma de ações.

A imagem mostra uma mulher em um ambiente de escritório ou home office, analisando atentamente alguns papéis ou recibos que segura nas mãos, enquanto também segura um lápis, como se estivesse conferindo ou anotando informações.

Ensinando o básico: Os 4 pilares do planejamento financeiro

É comum que o colaborador queira se organizar, mas não saiba por onde começar. Sua campanha pode se basear em conceitos fundamentais que respondem às principais dúvidas sobre o tema:

Quais são os 4 pilares do planejamento financeiro?

  1. Ganhar: Compreender a renda líquida real (o valor disponível, não o bruto) e buscar formas de renda extra ou qualificação para obter aumentos.
  2. Gastar: Ter controle absoluto das despesas, diferenciando itens essenciais (moradia, energia) de gastos supérfluos.
  3. Poupar: Criar o hábito de reservar uma fatia do salário imediatamente após o recebimento, visando construir a Reserva de Emergência.
  4. Investir: Fazer o capital poupado render juros compostos para objetivos de longo prazo, como a aposentadoria.

Ao ensinar esses passos, você entrega um norte para quem se encontra desorientado financeiramente.

Como os Benefícios Flexíveis otimizam o salário

Existe uma ferramenta de planejamento financeiro que já está ao alcance do RH e pode ser implementada em qualquer empresa, independentemente do tamanho ou setor: a política de benefícios flexíveis (beneflex).

Diferente do modelo tradicional (apenas “alimentação” ou “refeição”) os benefícios flexíveis dão ao colaborador a autonomia para investir seus recursos onde a necessidade é maior naquele momento.

Ao oferecer um beneflex, a empresa oferece um saldo que o funcionário gerencia de acordo com seu estilo de vida e prioridades. Isso transforma a gestão do orçamento doméstico.

Veja como essa liberdade impacta o bolso do funcionário na prática:

  • Educação: O colaborador pode usar o saldo para comprar cursos ou livros, qualificando-se sem precisar tirar dinheiro do salário para pagar mensalidades.
  • Saúde e Bem-estar: É possível utilizar o benefício em farmácias ou academias, cobrindo despesas médicas e de saúde preventiva que pesariam no orçamento.
  • Cultura e Lazer: O saldo pode custear idas ao cinema, teatro ou shows. Isso garante o lazer da família sem comprometer a renda principal.

A lógica financeira aqui é a substituição de gastos.

A flexibilidade permite transferir saldos (respeitando a legislação), para que o colaborador use o salário líquido como bem entender: quitar dívidas, pagar o aluguel ou construir uma reserva de emergência.

Dessa forma, o benefício deixa de ser apenas um vale para comida e se torna um componente estratégico da renda familiar.

Conclusão

Cuidar do bem-estar financeiro da equipe demonstra que a empresa valoriza o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional de seus colaboradores.

Um funcionário que dorme tranquilo, com as contas em dia, acorda motivado para entregar seu melhor desempenho.

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Dúvidas frequentes sobre educação financeira

Qual é a importância de realizar um planejamento financeiro? 

O planejamento oferece segurança e previsibilidade. Para o colaborador, evita o endividamento excessivo, permite a realização de projetos pessoais e garante uma aposentadoria estável. Sem ele, qualquer imprevisto se transforma em crise.

Como o RH pode abordar o tema sem ser invasivo? 

A chave é a comunicação generalista. Nunca exponha casos individuais. Utilize os canais oficiais para tratar a “saúde financeira” como um pilar de bem-estar corporativo e ofereça ajuda de forma passiva (workshops, materiais), permitindo que o interessado busque o conhecimento voluntariamente.

Qual é o impacto da educação financeira para os funcionários? 

A educação financeira reduz drasticamente o estresse e o absenteísmo. Equipes que sabem lidar com o dinheiro solicitam menos adiantamentos, enfrentam menos problemas jurídicos com credores e conseguem manter o foco integral nas atividades profissionais.

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