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Transição para o trabalho híbrido: por que e como fazer de forma efetiva

Mesmo com o iminente fim da pandemia, muitas empresas e trabalhadores estão apresentando preferência por manter o regime home office. Menos atrasos, menos gastos com transporte, mais satisfação e flexibilidade para os colaboradores são os principais motivos que levam as organizações a fazerem a transição para o home office ou trabalho híbrido.

Para quem atua no RH, essa mudança de regime de trabalho pode ser um desafio. Principalmente se o gestor de RH não conhece muito bem a legislação e como proceder com o período de transição.

Para resolver esse problema, continue a leitura para descobrir como fazer a transição para o regime híbrido ou home office da forma correta.

Transição para o regime híbrido: por que fazer?

Atualmente, já não é novidade para ninguém que a pandemia acarretou mudanças significativas em nossa sociedade. Isso também mudou o mundo do trabalho e desde 2020 vemos cada vez mais organizações adotando sistemas de trabalho remoto ou híbrido, fator que entrou para a história do RH.

O período em home office ocasionado pelo isolamento serviu também para mostrar para a humanidade uma nova forma de se relacionar com o trabalho. Mas afinal, esse regime de trabalho vai realmente continuar sendo uma tendência no pós-pandemia? 

Ao que tudo indica, sim. De acordo com levantamento da empresa Robert Half, 80% das vagas trabalhadas pela empresa em 2020 eram para funções integralmente remotas, ou quase, em comparação com 5% de 2019.

Para os colaboradores, trabalhar de qualquer lugar — pelo menos alguns dias da semana — também torna-se cada vez mais um requisito para escolherem o emprego ideal. Ainda de acordo com dados da Robert Half, 38% dos funcionários estão dispostos a encontrar outro emprego caso não haja possibilidade de trabalho remoto.

O que a lei diz sobre o regime home office?

Apesar de ter se popularizado em 2019, o trabalho home office foi regulamentado no Brasil em 2012, ainda de forma superficial. Naquela época, a legislação apenas esclarecia que “Não se distingue entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância”.

Foi apenas em 2017, com a reforma trabalhista, que o trabalho remoto começou a ser regulamentado. A partir daí, a definição de trabalho remoto, de acordo com a Lei 13.467/2017, tornou-se “qualquer trabalho realizado fora das dependências da empresa a partir do uso de tecnologias da informação e comunicação”.

Mesmo assim, foi apenas com o início da pandemia, quando o número de trabalhadores em home office cresceu exponencialmente, que finalmente conhecemos as implicações práticas desse regime de trabalho.

Vale ressaltar que, mesmo em home office, os trabalhadores continuam tendo os mesmos direitos que aqueles que trabalham presencialmente. Os benefícios, por outro lado, podem ser revistos de acordo com a necessidade dos colaboradores.

Guia: a transição para o regime híbrido ou home office

Para fazer a transição para o regime remoto ou para o regime híbrido, você deve considerar inúmeros aspectos, tais quais os benefícios, os malefícios e a viabilidade de realizar essa mudança. Confira agora como transformar sua equipe em um time de trabalho remoto.

1- Documentos e mais documentos

Para que não vire bagunça, o ideal é que o primeiro passo para a transição pro trabalho remoto seja elaborar uma política de home office. Nela, deve conter informações importantes para padronizar horários de trabalho, marcações de ponto, reuniões por chamada de vídeo e pode contar até com dicas prezando o bem-estar e produtividade dos colaboradores enquanto trabalham em casa.

Se a sua empresa disponibilizar equipamentos como notebook, mouse e headphones para os colaboradores, é uma boa ideia também elaborar um manual de boas práticas e cuidados com os equipamentos. Importante ter também uma identificação de cada equipamento, o famoso patrimônio, e relacioná-los com cada colaborador para fins de controle.

2- Escolha o modelo ideal de regime home office ou híbrido

Para padronizar os dias de ida ao escritório e os dias em home office, o ideal é adotar um modelo específico de trabalho híbrido. De acordo com pesquisa realizada pela Verdantix, que contatou mais de 100 empresas, esses são os modelos mais comuns:

Modelo 60-40

Essa talvez seja a estratégia mais equilibrada de trabalho híbrido, uma vez que os colaboradores passam três dias no escritório e dois dias no home office, ou ao contrário. A vantagem desse modelo é que ele não abre mão da convivência no ambiente de trabalho ao mesmo tempo que garante para sua equipe os benefícios do home office. 

Modelo centralizado no escritório

Se sua empresa tem uma cultura que preza pela autoridade, hierarquia e controle sobre os funcionários, talvez esse seja o melhor modelo para você. Aqui, os colaboradores não passam mais que um dia em suas casas, mantendo dessa forma a predominância do trabalho presencial.

Modelo focado no home office

Diversos segmentos do mercado devem possibilitar que seus colaboradores mantenham-se em home office — mesmo após a retomada das atividades presenciais. Esse modelo permite, além de tudo, ampliação do número de funcionários sem que haja a necessidade de expandir o espaço físico da empresa. 

Modelo misto

Se na dinâmica de uma organização cada um realiza tarefas diferentes, por que aplicar uma regra para todos, não é mesmo? O modelo misto avalia a possibilidade e a praticidade de manter alguns trabalhadores em home office enquanto outros devem se manter no escritório.

Os porquês para isso podem ser vários: disponibilidade de equipamentos, realizar tarefas específicas, a distância geográfica entre o colaborador e o escritório, dentre outros.

Modelo com vários escritórios

Esse modelo satisfaz empresas que possuem várias filiais ao invés de um único e centralizado escritório. Dessa forma, os colaboradores conseguem trabalhar tanto de forma remota quanto no hub que mais for conveniente.

3- Treinamento e suporte

Principalmente no início da transição para o trabalho híbrido, é inevitável que um ou outro colaborador demonstre dificuldades, seja com os equipamentos ou com os softwares e plataformas utilizados no sistema de trabalho remoto. Para a transição para o home office, será crucial que o RH coordene treinamentos para adaptar os funcionários a essa nova realidade.

Também por isso, é inevitável que surja a necessidade de contar com uma equipe de suporte técnico para auxiliar a operação.

4- Não dispense os momentos de descontração

No regime home office, os colaboradores não podem tirar 5 minutos para tomar um cafézinho enquanto jogam conversa fora com os outros funcionários — ou simplesmente fofocar descontrair durante o horário de almoço. Por isso, muitas vezes o contato entre os colegas de trabalho tornam-se rasos e superficiais, o que pode prejudicar o entrosamento.

Mesmo no home office, é importante investir em confraternizações e happy hours, que podem ser feitos on-line, inclusive. Esses momentos criam laços e ajudam o colaborador a desenvolver uma identificação forte com o ambiente de trabalho e com a cultura da organização, aumentando, assim, a satisfação.

Para fazer a transição para o regime híbrido ou remoto, as empresas precisam demonstrar flexibilidade para se adaptarem às mudanças constantes causadas pelos avanços tecnológicos e pelos acontecimentos marcantes de nossa época.

5- Revise os benefícios

Independentemente se a transição será totalmente para o home office ou para o sistema híbrido, é inevitável repensar o sistema de benefícios. Já que os trabalhadores ficarão alguns dias ou integralmente em casa, a mudança deve incluir também uma revisão em vale transporte ou vale combustível, além da inclusão de um auxílio home office.

Felizmente, atualmente existem diversas opções no mercado de cartões de benefícios flexíveis, que além de incluírem todos os benefícios em um só cartão, também permitem que o RH distribua o saldo da forma que for mais conveniente.

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E também, comente abaixo o que você achou do guia de transição para o trabalho híbrido!

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